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Folha Vale do Paraopeba

Cidades já convivem com paralisações no fornecimento de água

O período de estiagem que atinge a região do Médio Paraopeba está afetando a disponibilidade de água nas cidades do entorno. Devido ao baixo nível dos reservatórios e à falta de chuva, bairros de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas já apresentaram períodos escassez e até paralisação temporária do fornecimento.  As cidades não descartam a possibilidade de racionamento, mas afirmam que estão tomando várias medidas, como campanhas para conscientizar a população.

Betim é abastecida pelos reservatórios Serra Azul, Rio Manso e Várzea das Flores. A prefeitura afirma que, na última semana, alguns bairros tiveram abastecimento de água interrompido em determinado período do dia, mas não houve falta de água em nenhum local. Esse processo é denominado "abastecimento intermitente". Porém, o governo municipal não disse quantos e quais bairros sofreram com essa interrupção.

As cidades de Brumadinho, Igarapé, Mário Campos e São Joaquim de Bicas são abastecidas pelo Sistema Rio Manso. As assessorias de imprensa das prefeituras de Mário Campos e São Joaquim de Bicas afirmam que até o momento não há nenhum bairro na cidade onde esteja sendo realizado o racionamento de água. Mas especificamente em São Joaquim de Bicas, moradores ouvidos pela reportagem afirmam que já houve paralisação no fornecimento, mas por períodos que não ultrapassaram um dia inteiro. 

Em Brumadinho, a prefeitura informou que não sofre com racionamentos de água. Mas, no entanto, disse que algumas comunidades podem ter, em determinados horários e dias, principalmente nos finais de semana e feriados, racionamentos pontuais com alternância de abastecimento para as redes de fornecimento. Porém, não citou que comunidades seriam essas. Em Igarapé, desde setembro passado, o município decretou estado de emergência, por ocasião da interrupção no fornecimento de água para os bairros mais altos da cidade.

O Diretor Presidente do Grupo de Defesa Ambiental Guará, Frederico Ettienne Barros Rocha, alertou sobre a queda do volume do Córrego da Estiva, responsável por alimentar 40% de água do município de Igarapé. “Se a chuva não vir, vão acabar usando o volume morto em uma semana. Nenhum dado dos últimos anos mostra um volume tão baixo do reservatório, que já se encontra com volume abaixo do normal”.

Já a Prefeitura de Sarzedo informou que a cidade não sofre com racionamento de água em nenhum de seus bairros. A assessoria de imprensa de Juatuba não se pronunciou sobre o assunto.

Copasa

Em nota, a Copasa disse que devido ao forte calor e a estiagem, a companhia aumentou sua produção média de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte em 5%. Atualmente, o órgão está trabalhando com sua capacidade máxima de produção, de cerca de 1,3 bilhão de litros por dia. No entanto, a Copasa negou a baixa dos reservatórios de Serra Azul, Rio Manso e Várzea das Flores. O órgão disse que os reservatórios estão com “níveis de oscilação previstos para o período de estiagem” e que não há risco de desabastecimento.

A empresa disse que das cidades atendidas pela Copasa na RMBH, a população de Pará de Minas e Igarapé estão enfrentando rodízio no abastecimento de água. Em Igarapé o longo período de estiagem reduziu a vazão do córrego Estivas – manancial responsável pelo atendimento de cerca de 40% da cidade – provocando intermitência no abastecimento da cidade. Para atendimento à população, a empresa afirma que tem deslocado caminhões-pipa para reforçar o abastecimento de hospitais, escolas e creches.

Ainda segundo a Companhia, a solução definitiva do abastecimento de Igarapé se dará com as obras de ampliação do sistema de água, cujo edital de licitação foi publicado nos últimos dias. Com recursos da ordem de R$ 10 milhões, as obras preveem a ampliação da reserva de água no município em mais de 1,4 milhões de litros, além da implantação de mais 13,5 quilômetros de adutoras de água tratada e de novas estações de bombeamento para atendimento as partes mais altas da cidade.

Fonte: A redação

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