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Folha Vale do Paraopeba

Comerciantes temem prejuízos com reforma e concessão publica do Ceabe

 

Os comerciantes do Mercado Central de Betim (Ceabe) estão receosos quanto à proposta apresentada pela prefeitura de alterar a administração do espaço para concessão pública. De acordo com o representante da Cooperativa de Prestação de Serviços dos Concessionários de Betim, Antônio Almeida - entidade que reúne os cooperados que possuem lojas no Ceabe - alguns pontos no edital deixam obscuras as garantias dos comerciantes, alguns há mais de 30 anos no local.

Eles alegam que houve alteração no valor do metro quadrado, atualmente fixado em R$ 16. O edital prevê reajuste para R$ 80. Enquanto as obras forem realizadas, os comerciantes temem ainda que possam passar por dificuldades financeiras, prevendo que os transtornos causados pela revitalização do espaço possa afugentar os clientes. “A nossa renda vai ficar comprometida. Nós estamos preocupados se vamos conseguir sobreviver durante esse período. Existe também uma preocupação sobra à permanência dos comerciantes após o fim das obras”, questiona Almeida.

O representante ainda contou que todas as preocupações já foram encaminhadas ao prefeito de Betim, Carlaile Pedrosa, e eles agora estão esperando um posicionamento da prefeitura. Procurada, a assessoria de imprensa disse que o secretário de Desenvolvimento econômico, Fabrício Freire, responsável pelas negociações acerca da proposta, contou não ter recebido nenhum questionamento formal por parte dos comerciantes até o fechamento desta edição. O governo municipal já adiantou que, apesar das obras, as atividades não serão suspensas. “E os vendedores atuais terão prioridade, após a conclusão das obras, em relação ao ponto a ser remanejado”, completou.

Entidades não foram consultadas

Procuradas, as direções da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial e Empresarial (ACE), ambas em Betim, informaram que não foram consultadas pela prefeitura quanto ao projeto de alterar a administração do Ceabe, tornando-a uma concessão pública.

A CDL informou, por meio da assessoria de imprensa da presidência, que a entidade não possui nenhuma opinião acerca do projeto. Caso tivesse acesso à proposta, iria analisá-la e ouviria os micro e pequenos empresários para avaliar se seria benéfica ao comércio local.

Augusto Freitas, atual presidente da ACE Betim, confirmou não ter sido consultado, mas adiantou que a entidade tem interesse em ter os comerciantes do Ceabe entre os seus associados futuramente. 

Licitação está aberta

A empresa escolhida ficará pelo Ceabe nos próximos 40 anos. A definição da proposta vencedora se dará no próximo dia 17. Vencerá a com o menor preço. Em 18 meses, caso não ocorram atrasos, as obras deverão ficar prontas e o investimento previsto é de R$ 40 milhões.

O edital nº007/2014 foi publicado no Diário Oficial do município no último dia 30 de maio. O secretário Fabrício Freire contou que local passará ainda por melhorias na iluminação e pela ampliação do comércio interno e externo. “Essa solução foi tomada em comum acordo com os comerciantes que trabalham no Ceabe e na região, por meio de reuniões periódicas e audiências públicas. Destacamos também que a licitação é sem ônus para o município e que todo custeio é de responsabilidade da empresa vencedora”, conclui. 

 

Fonte: Folha Vale do Paraopeba

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