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Folha Vale do Paraopeba

Plano de recuperação da MMX é aceito pelos credores

Para liquidar dívidas, a MMX Sudeste apresentou plano de recuperação. A empresa holandesa Trafigura passa a ter controle das minas com 51% das ações. Notícia anima prefeituras.

A MMX Sudeste apresentou aos credores o plano de recuperação para liquidar as dívidas da mineradora.  A proposta foi aprovada e, com o acordo, R$ 260 milhões serão injetados até 2019 na empresa brasileira pela holandesa Trading Trafigura, que vai pagar R$ 70 milhões à vista. Com isso, assume o controle das minas de Tico-Tico e Ipê, que fazem parte do complexo de Serra Azul, em Minas Gerais. Ainda serão aplicados mais R$ 190 milhões dentro de quatro anos para as minas retomarem os trabalhos parados desde a crise da MMX no ano passado. Estima-se que o valor total da dívida chega a R$ 700 milhões. O termo foi aceito em 28 de agosto.

Com o investimento, a Trafigura passa a ser a sócia controladora da MMX com 51% da empresa nacional e os outros 49% foram divididos entre os outros credores. Depois de cumpridas as condições do termo, a empresa terá 60 dias para efetuar o pagamento à vista do valor inicial estipulado. Segundo o plano, a Trafigura prevê a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), responsável pelo recebimento dos ativos da MMX Sudeste, que será controlada por um Fundo de Investimento e Participações (FIP). A SPE emitirá títulos de dívidas no valor de 34 milhões na qual serão integrados no capital da nova empresa, dentro dos 49% dos outros credores.

Perspectiva retomada

A notícia da aprovação do plano de recuperação trouxe esperança da retomada dos trabalhos de extração de minério no complexo Serra Azul, interrompidos devido à crise da empresa. Localizado Brumadinho, São Joaquim de Bicas e Igarapé, o projeto de extensão está parado aguardando a solução do imbróglio que se tornou o futuro da MMX. Para a secretária de Fazenda de São Joaquim de Bicas, Álica de Castro Silva, a volta da extração trará maior rotatividade econômica ao município. “A volta da extração é muito aguardada por nós, evidentemente. Sabemos que vai demorar, mesmo em médio e longo prazos, mas, ainda assim, será bem-vinda”, ressalta.

Para o Secretário da Fazenda de Brumadinho, Geraldo Luiz Machado Resende, a arrecadação  do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é necessária para a saúde econômica da cidade. “Grande parte da nossa receita vem da mineração. A venda do minério é nossa fonte de renda e, por isso, esperamos que a extração e a venda retornem o mais rápido possível para equilibrarmos as contas públicas”, aponta.

Mesmo com maior parte da MMX Sudeste nas mãos da Trafigura, e o restante nas mãos dos outros credores, a empresa ainda pertence ao empresário Eike Batista. A mineradora é controlada pela MMX S.A., listada na BM&F Bovespa, na qual 57% de suas ações são do empresário. Porém, será montada uma nova estrutura societária para que a empresa holandesa assuma o controle das minas.

Fonte: Folha Vale do Paraopeba

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