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Folha Vale do Paraopeba

EDITORIAL: Devo, não nego. Crio imposto quando eu quiser!

A receita é simples: falta dinheiro para pagar as contas, o jeito é economizar e cortas gatos. Todo chefe de família sabe bem como conseguir equilibrar o orçamento mensal. A má fase pela qual passamos - em que a inflação deu lugar à recessão – provocou a queda drástica no poder de compra do brasileiro.  Sem condições de arcar com os gastos de outrora, muitos adotaram o corte dos gastos desnecessários e não urgentes. Os chamados supérfluos não estão mais nas sacolas que trazidas dos mercados.

Enquanto eu e você refazemos nossas contas e decidimos o que ficará de fora, os governos “dão de ombros” para a lógica de gastar menos do que se ganha. As contas públicas estão cada vez maiores e se tornam uma enorme corda no pescoço do país, que beira o enforcamento fiscal – se é que já está e não querem nos contar. 

Dois exemplos servem para ilustrar a discrepância em que se tornou a administração pública brasileira. A presidente Dilma Rousseff (PT) tem pela frente um déficit de 70 bilhões de reais no orçamento da União para 2016. Ou seja, ela pretende gastar esse montante a mais do que o país deve arrecadar no ano que vem. Sabe o que o governo dela anunciou que irá economizar? Inexpressivos 20 bi. Para equilibrar as contas a saída deve ser aumentar a cobrança de impostos.

 

O retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ainda paira sobre nossas cabeças. Outra proposta seria aumentar a porcentagem que determina a cobrança do Imposto de Renda, mesmo o Brasil sendo um país cuja carga tributária é absurdamente alta, chegando aos inacreditáveis 35% de todo PIB. Ou seja, 35% tudo o que você produz em um ano fica com o governo. Até agora nada de concreto foi anunciado, mas o próprio ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não descarta o aumento da “participação” da sociedade no pagamento das dívidas do governo federal, que são altas demais.

 

Em Betim, o prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB), como um gato arisco, enviou em caráter de urgência à Câmara Municipal a proposta de criação de duas novas taxas municipais. Tudo dentro da legalidade, claro. Mas a maneira escolhida por ele de enviar na calada da noite a proposta minou a articulação de argumentos contrários e um maior debate com a população – que vai pagar essa conta que ele causou ao município. Importante lembrar que se a prefeitura cortar mais cargos comissionados – alguns deles sequer comparecem aos seus postos de trabalho, como a imprensa local tem denunciado – a economia interna será mais significativa.

 

Porém, o tucano decidiu que o povo vai ter que pagar anualmente pela coleta de lixo na cidade. O chamado “IPTU do lixo” tem regras e cerca de 40% dos moradores não terão como escapar. Já a segunda taxa vem minimizar as chances de a cidade receber novos investimentos. Agora quem abre um estabelecimento ou solicita a renovação da licença de funcionamento vai arcar com a taxa municipal. E, nesse caso, não há exceções: todo empreendedor terá que pagar, em algum momento.

 

O que talvez Carlaile e Dilma não queiram admitir é que a conta é deles e nós nada temos a ver com isso. Eles têm que cortar os custos desses dois desgovernos que andam batendo recordes de rejeição e registrando o que de pior a política nacional pode oferecer à população, já cansada de tanta incompetência na gestão pública – e essa é a verdade! 

Fonte: Folha Vale do Paraopeba

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