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Folha Vale do Paraopeba

COM O QUE GASTAMOS TANTO DINHEIRO?

 Dora Ramos - educadora financeira e diretora da Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial

Fim do mês é sempre complicado. Com o orçamento que não fecha, especialmente às vésperas do ano novo, logo nos fazemos uma pergunta: para onde foi o nosso dinheiro? Essa questão pode ser facilmente respondida pelos gastos mensais não elencados que não colocamos na ponta do lápis na hora do planejamento.

Aquele cafezinho no trabalho ajuda muito a comprometer e até a provocar verdadeiros estragos em nosso orçamento. Quando contabilizadas, essas despesas acabam somando valores expressivos durante todo o ano sem que percebamos. Na compra de um carro é comum as pessoas se basearem apenas nas parcelas e no seguro, e se esquecerem de impostos, combustível, lavagem, entre outros. Certamente, esses compromissos inadiáveis são responsáveis por quase meio carro zero quilômetro a cada ano.

Os animais de estimação também devem ter os gastos calculados no orçamento. Alimentação, banho temporário e atendimento veterinário estão cada vez mais caros e quase nunca entram nas contas mensais. Outro vilão, sobretudo das mulheres, são os cuidados pessoais, como cabeleireiros, manicures e cosméticos.

Mas não são só carros, animais de estimação  e cuidados com a beleza  que  “desviam” boa parte de nossos rendimentos mensais. Hábitos como o cafezinho do pré-expediente, o salgado da tarde ou mesmo a cervejinha do happy hour são menosprezados nas finanças pessoais, mas estão entre os principais gastos não controlados. Dificilmente o Vale-refeição é suficiente para cobrir essas despesas e, de R$ 5 em R$ 5, mais de um salário é destinado a isso todos os anos.

Para que não haja um susto no final do mês, é importante que se liste todas as despesas, desde o lanchinho da tarde até o conserto do carro. Fazer anotações semanalmente é uma boa alternativa para ser ter um relatório completo, que permite a mensuração do que poderia ter sido poupado e do que será corrigido nos próximos meses. O balanço financeiro pode ser feito por meio de uma planilha que contenha os principais gastos obtidos desde o início do ano, para que gastos supérfluos não sejam repetidos no segundo semestre. Outra dica é que, para as dívidas contraídas em longo prazo - especialmente em cheques, carnês e cartões de crédito -, deve-se checar o prazo de vencimento desses débitos.

Entrar em situação de endividamento é algo que tira o sono de qualquer pessoa, não importando quem está no vermelho. Por isso, o mais indicado é que se tenha bom senso, sem se deixar levar por atos impensados. Para evitar complicações financeiras, é fundamental que os consumidores menos prevenidos se programem, mantenham o foco em gastos realmente imprescindíveis e evitem, desse modo, o acúmulo de dívidas para o final de ano, época que sempre queremos um dinheiro extra para gastar.

Esses pequenos gastos podem sair do controle e ser tão representativos quando uma prestação. Por isso, saber para onde cada parte do dinheiro vai é muito importante para a saúde financeira de qualquer pessoa. Evitar gastos supérfluos pode ser o ponto principal para a conquista de um sonho ou mesmo para que não se fique endividado. Por isso, fique atento, mantenha os gastos sob controle e não exagere nas despesas extras, principalmente nas compras de fim de ano. 

 

Fonte: Dora Ramos

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