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Folha Vale do Paraopeba

População de Rio Manso paga salário para duas prefeitas ao mesmo tempo

A população de Rio Manso seguirá arcando com o salário de duas prefeitas. O pedido de cassação de Neide Morais Melo Lucena (PTC) não foi acatado após a votação ter sido de cinco a quatro, quando eram necessários seis votos para que a política perdesse o cargo e, consequentemente, o rendimento mensal de 12 mil reais. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada no último dia 8 de setembro, arquivou o pedido na última quinta-feira, 26. Lucena está afastada do cargo desde abril por improbidade administrativa, após determinação do Juiz da Comarca de Bonfim, Leonardo Antônio Bolina Filgueiras.

A denúncia contra Neide é de que ela teria recebido, entre janeiro de 2013 e janeiro desse ano, cerca de R$ 50 mil em diárias de viagens e em reembolso de despesas. A média mensal que recebida por ela chegaria a R$ 2,1 mil. Informações não confirmadas dão conta de que ela teria recebido R$ 18,9 mil em 2013 e R$ 31,9 mil em 2014 sob o pretexto de ter realizado viagens que, juntas, somariam os valores.

Outra acusação feita à ex-chefe do Executivo é que ela teria conhecimento da transferência de cerca de 30 mil reais da conta da prefeitura para a pertencente ao ex-secretário de Fazenda, Dione Vinicius Soares.  O ex-integrante do governo municipal chegou a dizer que sofreu um trote telefônico que o teria induzido a fazer a tal transferência ilegal. Neide acusa o ex-colega de estar querendo responsabilizá-la, após ela o ter denunciado à Justiça.

Ao todo, o município já pagou oito salários à prefeita afastada cerca que chegam a 96 mil reais. A cidade com cerca de seis mil moradores tem um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,708, considerado alto. Mas a realidade do município é de uma prefeitura em péssima situação financeira e com dívidas consideradas por especialistas como altas o que reforça a discrepância causada pelo custeio de duas prefeitas.

A advogada de defesa de Neide, Raquel Cristina Silva Gonzalez, chegou a dizer em plenário que o processo de cassação da ex-prefeita só poderia ter sido iniciado após denúncia de algum morador da cidade. Como o procedimento foi realizado com base na determinação da Justiça de afastar a política, Gonzalez tentou cancelar a reunião, mas não obteve sucesso já que os vereadores seguiram com a votação. 

Fonte: Folha Vale do Paraopeba

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